terça-feira, 20 de dezembro de 2011

AO POETA EDNEY SANTANA O VOU DO CONDOR

Amigo! A estrada do poeta pode ser curta.
Ou longa também...
Andar entre espinhos e flores,
tédio e amores.
Será que você não vê,
que os dias de hoje,
já não são como aqueles dos tempos idos,
onde tudo era: amor, dor e corpos sofridos...
Olhe! Bem para as linhas que correm
por suas mãos
deixe esse romantismo de lado...
E siga as linhas da razão...
Aqui meu caro amigo,
no mundo dos sentidos,
onde todos são fãs e ídolos
nem tudo está perdido...
Mas! Para aqueles que sonham com a glória,
tombando e levantando aos pés da história.
Gigantes como fora o Pirro
 e o Alexandre o Grande.
Homens fortes que não temem
O porvir nem a morte.
Que tinham como ideais: batalhas e vitórias.
Amigo, já é hora de deixar os tempos idos...
Faz como um solitário condor
e voe em busca dos pícaros mais altos.
Abrindo suas asas, brigue com o vento
até alcançar a porta do firmamento.
E abra novos caminhos,
que possam guiar essa transperdida juventude,
e outras que virão no porvir,
do nosso Brasil.
Valddir do Carmo

Sem medo

Como brasileiro tenho medo de adoecer e morrer nas filas virtuais da regulação, ser maltratado dentro de hospitais públicos, da violência da policia étnica, da maioria dos políticos com traços de psicopatia e delinquência aguada.
Medo de não ter grana para matricular minha filha em escolas particulares decentes e ela ficar a mercê do miserável sistema público de ensino que trata professores como animais e alunos como meros cheques em branco para prefeitos e governadores lavarem o dinheiro sujo dos seus crimes. Medo da justiça conivente na maioria das vezes com a barbaria legalizada, uma justiça que se afirma sobre os escombros dos fracos e janta com perigosos criminosos acoitados dentro do Congresso Nacional.
Medo da violência cultural que deforma personalidades, incentiva a violência sexual, destrói a vida das nossas meninas e meninos, medo dos drogados vagantes como mortos vivos, sobretudo medo de um estado que não tem interesse em coibir o tráfico e não oferece tratamento público e gratuito para que viciados se curem desse flagelo que é a dependência química.
Medo do futuro, desse presente agonizante, medo dessa república de sindicalistas mal educados, mas que demonstram elegância e sutileza para delinquir o Estado, transformando tudo em propriedade privada do crime e da barbaria.
Medo dos cidadãos e cidadãs passivos, da direita e esquerda que aqui são tudo a mesmíssima merda, dois corações gêmeos unidos para morte e destruição do nosso patrimônio natural e cultual, medo de exercer minha cidadania e de-mocracia, aqui ser cidadão é ser pessoa não grata, o exercício da cidadania é resumido a apoiar eternos criminosos rejuvenescidos nas ácidas bandeiras da narco-política se não quiser agonizar no desemprego, no isolamento e na morte como pessoa produtiva.
Lideres dos movimentos sociais dis-cursam para negros, favelados, sem ter-ras, sem teto e depois vão para restaurantes beber vinho de três mil reais a garrafa, fazem a revolução social em suas vidas financiada pela miséria de milhões.Abrem universidades fabricadas em linha de montagem ao mesmo tempo em que se desmantela o ensino público de base. Reitores negam a auto-nomia das universidades para servirem a gangues de deputados federais que in-cutem na cabeça do povo que a presença física de um prédio significa educação
de qualidade.
Medo de um povo que se mobiliza para construção de estádios milionários, en-quanto a Bahia já é o segundo estado mais violento do nordeste e o terceiro do país.
Medo porque sou pobre, pobreza e solidão são sinônimos, se você é pobre está sozinho, para os pobres resta em muitos casos o emprego de segurador de andor dos santos da vez e muitos acreditem que por isso são felizes.
Medo dessa histeria coletiva que troca a felicidade real e concreta pela sensação de que está feliz, essa falta de arco-íris, essa castidade para o que é do bem. Aqui no Recôncavo muitas senzalas ainda não foram abertas, algumas até servem como pontos turísticos. Senzalas da servidão, do analfabetismo, da cultura plastificada e do medo. Contatos com o autor:
http://cartasmentirosas.blogpot.com

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A HISTÓRIA É FEITA POR HERÓIS E POR BANDIDOS

Quem escreve são os historiadores e também estudiosos .

‘‘No feriado da Independência do Brasil, manifestantes se vestem de preto e pintam os rostos em protesto contra a corrupção.’’
‘‘Manifestantes lavam Congresso e molham policiais em Brasília’’.
‘‘No feriado que comemora a Independência do Brasil, neste 7 de setembro, cerca de 30 mil manifestantes participam da Marcha contra a

 Corrupção em Brasília. Eles tomaram toda a Esplanada dos Ministérios e foram até a Praça dos Três Poderes’’.0
'‘Vestida de preto, a aposentada Alzerina Salles Pereira, 66, celebrou a marcha. "Aqui no Brasil o dinheiro sobra para poucos, enquanto muitos passam fome", disse.’’
Diretas já! - Lembram? O povo nas ruas.


O povo nas ruas de Benghazi (Líbia) derruba Kadafi

O povo nas ruas de  Brasília

Dois milhões de egípcios nas ruas contra Mubarak

Gays nas ruas conquistam espaços

O Povo escreve nova página na Tunísia  e durruba Ben Ali

O povo nas ruas,  Fora Collor

O povo sírio nas rua  fazendo história contra Bashar Assad


Sidney

Meus amigos e meus irmãos de Santo Amaro. Infelizmente os nossos olhos não vêm tudo e muitas vezes confundem cores, como caso dos urubus que muita gente já passou a enxergá-los de vermelho. No centro da cidade, os imóveis públicos recebem tintas vermelho e branco quase que todos os meses, somente por fora. Se olharem as dependências internas, sujas, paredes descascadas, faltando reboco: exemplo a Secretaria de Obras. Tudo fachada! Quando chegamos à periferia, e bem próxima ao centro da cidade, a vergonha nos recebe. Como cicerone, nos pede: por favor não nos mostre assim, abandonada, suja, deteriorada. Nas fotos  identifique as ruas da CAIXA D`ÀGUA.
A periferia abandonada
Isto é a Caixa D`Água

“BRASIL SEM DIGNIDADE?”

Não é nenhum mistério
Nem tampouco novidade
O que De Gaulle falou e disse
Para que o país todo ouvisse:
O Brasil não é um país sério!
Quem discorda dessa verdade?
Há corruptos de classe baixa
E muito mais de classe alta...
Aliás: corruptos de qualquer faixa,
Essa coisa aqui não falta.
O que falta é tão — somente
Pessoas de boa compostura,
Pessoas que tenham vergonha,
Probidade, caráter, lisura...
Para que a gente as ponha
Simplesmente e sem hesitar
No seu devido lugar.
José Serra de Queiroz

Sonhos que fumegam

As  vezes grande amor que você
deseja e tanto sonha, te aparece,
de repente, quando  você menos espera
e preenche o vazio feito uma prece...
São os restos fumegantes  desses sonhos
que despertam em mim o amor;
aí eu fico vertendo o pranto que
inunda a imensidão da minha dor...
Não mais é segredo o amor praticado
logo abaixo da linha do equador;
onde tudo é mais livre e leve,
bem solto para um romântico paquerador;
Que crescera sem maiores preocupações,
cercado pelos amigos e pelas favelas;
porquanto muito transitava pelas suas vielas.
Atáide Pessoa
O poeta do Calolé

EDITORIAL - Valores perdidos

Desde os primeiros momentos da vida, o homem começa a ocontar valores que se acumulam na infância, puberdade, oadolescência até completar a maturidade  plena, quando o oCódigo Civil Brasileiro considera-o  responsável pelos seus oatos perante a Justiça do seu país. Uma nação é forte quando ovalores éticos e morais se fazem presentes nas ações das opessoas que a compõe e na participação dos seus aspectos oculturais, históricos, religiosos, etc,  formando assim a oconsciência entre os variados grupos de indivíduos, na oconstrução étnica do povo. A base dessa construção é a ofamília com a sua genealogia, que distribuí com os odescendentes, todas as virtudes. Esse é o princípio elementar. oCom essa  construção imagina-se uma nação imbatível, intransponível, mas, ela 0é também desafortunada, porque o homem como animal político e também social, é susceptível aos encantos do capitalismo, como grandes mortais, fraco diante do vil metal. A corrupção surgiu nos primórdios da humanidade, fruto da  inveja, do descontentamento com a riqueza ostentada pelos aristocratas, Monarcas e Imperadores, abastados com as coisas alheias, vivendo às custas dos seus súditos que, invariavelmente eram responsáveis pelas orgias que faziam parte da cultura aristocrática destacando-se os romanos. A praga da corrupção foi tão devastadora que retirou grandes recursos para o investimento no seu exército, com a consequente queda na sua produção agrícola  com a diminuição da mão-de-obra escrava, já que o dinheiro escasseava com a ostentação nos palácios. No nosso pedaço o aumento da corrupção é visível, e estamos a assistir uma queda após outra, de um Ministro corrupto servindo ao governo federal. Bom sinal, bom alerta! Mas, corrupção é um termo com vasto significado.
Ninguém mais se sente humilhado, desmoralizado, em ser preso, algemado, levado à presídios sob a acusação de corrupção. Logo após, advogados são mobilizados, o tráfico de influência acionado, ameaça de delação como agora o publicitário Marcos Valério (- lembram-se dele como operador do mensalão? ) - faz ao ex-presidente Lula de quem espera interferência junto ao STJ para evitar uma condenação maior da que lhe foi imposta. A corrupção ameaça a República, por isso temos que nos unir para defendê-la e frear ao máximo a erva desgovernada. No município a corrupção é relegada a plano secundário. Se o povo está feliz, se o povo está ‘‘gozando’’, porque se preocupar com o custo da Praça da Purificação, se elevado ou não, como pensa o Vereador Jair do Derba, que simplifica a equação e lhe atribui nota máxima? Ou caminhamos juntos ou veremos o ilícito predominar e nos expulsar do conjunto daqueles que acreditam que o Brasil ainda não faliu, está sim, dando sinais de extrema fragilidade ;  mesmo assim pede por socorro, de maneira muito especial para as  crianças. Vamos estar juntos no dia 17 de outubro.