Na campanha vitoriosa que elegeu Ana Arraes, Eduardo Campos estendeu os braços para dois polos aparentemente antagônicos. Os petistas não queriam apoiar Ana, pois sabiam que isso daria força ao governador de Pernambuco. Ele procurou então o ex-presidente Lula, fechou o apoio do petista e este dobrou o partido. O acordo amarrou os dois. Lula sinalizou para o PMDB, parceiro preferencial no condomínio presidencial de Dilma Rousseff, que o PSB pode, sim, ser um aliado palpável para a eleição de 2014.
Por outra frente, o governador de Pernambuco contraiu mais uma dívida de gratidão com Lula. Mais uma porque petistas, tucanos e os próprios integrantes do PSB reconhecem que a parceria entre Eduardo e o ex-presidente da República é praticamente indissolúvel. “Eduardo não pode romper com Lula porque sabe o quanto o governo federal ajudou no desenvolvimento de Pernambuco nos últimos quatro anos. As divergências dele são com o PT, não com Lula”, confirmou um dirigente do PSB.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
“Triste Paradoxo!”
Na sala uma janela aberta
E de outro lado um espelho
De onde e na hora certa...
Vejo o amarelo e vermelho,
Cores do belo arrebol
No majestoso pôr-do-sol!
E nesse sublime momento
E na extranha linguagem do vento,
Ouço uma voz me dizer:
Corno é lindo o entardecer!
Nesse instante saio à rua...
E ali, deitada no chão,
Uma criança maltrapilha, seminua
Pedindo esmola, me estende a mão!
Pergunto-lhe:Você tem mãe?
Minha mãe é uma pobre ceguinha,
Sem lar, sem abrigo, sem ninguém
E concluído: Aquela criancinha
A mim me respondeu
Eu sou cega também!
Oh! Deus... Como isso me doeu.
José Serra de Queiroz
E de outro lado um espelho
De onde e na hora certa...
Vejo o amarelo e vermelho,
Cores do belo arrebol
No majestoso pôr-do-sol!
E nesse sublime momento
E na extranha linguagem do vento,
Ouço uma voz me dizer:
Corno é lindo o entardecer!
Nesse instante saio à rua...
E ali, deitada no chão,
Uma criança maltrapilha, seminua
Pedindo esmola, me estende a mão!
Pergunto-lhe:Você tem mãe?
Minha mãe é uma pobre ceguinha,
Sem lar, sem abrigo, sem ninguém
E concluído: Aquela criancinha
A mim me respondeu
Eu sou cega também!
Oh! Deus... Como isso me doeu.
José Serra de Queiroz
Editorial - O preço da corrupção
Arma invisível, destruidora, se instala como uma doença sorrateira se acomodando num corpo desavisado, e indefeso à contaminação , com dias contados para perecer.
É tão avassaladora que o rastro por ela deixado é de pura destruição: ética, moral, intelectual, familiar. Somente quem acredita ser possível reverter o momento atual brasileiro, com a corrupção impregnada nos três poderes da república, com tentáculos gigantescos, cada dia criando fórmulas para driblar as leis e saquear os cofres públicos, espera que surja de fato, alguém comprometido com a moralidade pública e empreenda ações concretas para contê-la.
È Dilma, a eleita para esse enfrentamento? Pode ser, mas é difícil, porque os partidos políticos, sem exceção, estão atolados até o gogó com a imoralidade incrustada nos ministérios, governos dos estados, na própria presidência da república, nas assembléias legislativas, nas câmaras municipais, nas prefeituras, nas secretarias estaduais e municipais, nas empresas estatais e no poder judiciário. Até o ar está contagiado. Então, é difícil crer que esta via seja o estuário para a moralização das atividades política e pública. Quem de fato tem o poder para inverter essa equação da corrupção, é o povo. Por acaso, ele está mobilizado para empreender a maratona dos bons costumes com propostas que sensibilizem o Congresso Nacional, (contaminadíssimo com o virus) ou o Poder Judiciário (pai e mãe das liminares), que destrói, aliás manda jogar no lixo provas acima de suspeitas para livrar da execração pública políticos sabidamente corruptos e corruptores, detentores de parcela considerada da riqueza de seus estados? Isso não é crível, está mais para fantasioso.
Mesmo remando contra a maré, o povo deve estar vigilante, organizado e nas ruas, fazendo delas o instrumento da insatisfação geral, para servirem de canais comunicativos a fim de que as suas palavras de ordem ecoem e reproduzam o quanto necessário para que fortalecido, com propostas populares, possa inverter a situação e permitir que a honestidade sobrepuja a safadeza nos três poderes.
O Brasil está apodrecendo, mergulhado na corrupção. No nosso quintal é visível. Servidores públicos trabalham com camisas vermelhas com as iniciais do PT e o número 13. E daí? A vergonha e a imoralidade fazem a festa.
É tão avassaladora que o rastro por ela deixado é de pura destruição: ética, moral, intelectual, familiar. Somente quem acredita ser possível reverter o momento atual brasileiro, com a corrupção impregnada nos três poderes da república, com tentáculos gigantescos, cada dia criando fórmulas para driblar as leis e saquear os cofres públicos, espera que surja de fato, alguém comprometido com a moralidade pública e empreenda ações concretas para contê-la.
È Dilma, a eleita para esse enfrentamento? Pode ser, mas é difícil, porque os partidos políticos, sem exceção, estão atolados até o gogó com a imoralidade incrustada nos ministérios, governos dos estados, na própria presidência da república, nas assembléias legislativas, nas câmaras municipais, nas prefeituras, nas secretarias estaduais e municipais, nas empresas estatais e no poder judiciário. Até o ar está contagiado. Então, é difícil crer que esta via seja o estuário para a moralização das atividades política e pública. Quem de fato tem o poder para inverter essa equação da corrupção, é o povo. Por acaso, ele está mobilizado para empreender a maratona dos bons costumes com propostas que sensibilizem o Congresso Nacional, (contaminadíssimo com o virus) ou o Poder Judiciário (pai e mãe das liminares), que destrói, aliás manda jogar no lixo provas acima de suspeitas para livrar da execração pública políticos sabidamente corruptos e corruptores, detentores de parcela considerada da riqueza de seus estados? Isso não é crível, está mais para fantasioso.
Mesmo remando contra a maré, o povo deve estar vigilante, organizado e nas ruas, fazendo delas o instrumento da insatisfação geral, para servirem de canais comunicativos a fim de que as suas palavras de ordem ecoem e reproduzam o quanto necessário para que fortalecido, com propostas populares, possa inverter a situação e permitir que a honestidade sobrepuja a safadeza nos três poderes.
O Brasil está apodrecendo, mergulhado na corrupção. No nosso quintal é visível. Servidores públicos trabalham com camisas vermelhas com as iniciais do PT e o número 13. E daí? A vergonha e a imoralidade fazem a festa.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Passado e presente
Exercitar o impro-0vável é semelhante a querer que ca-0chorro fale ou que 0gato atenda tele-0fone. Nem au, au, 0nem miau, miau!
0O Partido dos Tra-balhadores - aqui - abriu as portas, es-cancarou-as, agora, admite aquele que primeiro: não reza na cartilha do enfren-tamento ideológico; segundo, que não tem estrutura para promover a discussão política visando o crescimento eco-nômico do país; terceiro, que não se disponha a dar algo de sua vida para a manutenção da soberania nacional; quarto, para o que não tem lisura no procedimento com a coisa pública; quinto, para aquele que não compreende que o país atravessa uma fase de conturbação ética e queira pela luta po-lítica buscar as soluções, mesmo as sofridas; sexto, para quem não percebe que o trabalhador é a peça fundamental no governo, porque através dele é que se obtém os grandes ganhos para o país. Vale o voto. Tem voto, está dentro, mes-mo que fira ou agrida a consciência po-lítica dos seus fundadores, que compulsoriamente se entregam ao projeto do poder pelo poder e para sustentá-lo se vêm obrigados a passar vexames peran-te os que ainda nutrem a certeza de que os aspectos éticos e morais vão prevalecer, apesar daqueles que lutam vorazmente para que a falta de compostura se imponha perante a tudo e a todos. A essência da política é o poder, é a domi-nação, e por mais que perdure, os ele-mentares princípios da moralidade vão se chocando com aqueles que insistem em lutar por soluções morais para a conquista e preservação do poder.
O PT, a nível nacional, até chegar ao poder, era o mais ardente defensor das CPIs; privatizar era palavrão; comportamento ético era uma exigência; com-promisso com a soberania nacional era prioritário; lisura com o dinheiro público, uma regra, e tudo quanto significasse interesse da nação era o mais ardente patrono e exigia dos seus militantes e filiados, seriedade, com a exigência de só aceitar novos adeptos com registro nos assentamentos cartori-ais, depois de uma análise do comportamento do pretendente. Para que o casa-mento viesse a se tornar realidade, era uma via crucies infernal, até o sim.
Os tempos mudaram e com ele o PT. Para não ficar na contra mão da história, o partido local, segue à risca o receituário nacional e não se envergonha de des-dizer e o que pensa sobre o gestor muni-cipal Ricardo Machado. É mais fácil acreditar que as coisas vão melhorar para os petistas, do que pensar que sem ele não conquistariam o poder. Quando se tem um adversário fraco intelectualmente, desprovido de preparação polí-tica, simpático diante do eleitorado, porque não alinhar-se a ele para tirar proveito? O PT quando assumiu o co-mando político do país, encontrou uma estrutura administrativa pequena em relação a atual. Deixado por FHC 24 Ministérios. Nos oito anos subsequentes foram criados, por Lula, 13 Minis-térios, passando o número para 37, in-clusive com Dilma. Isso, o nosso pre-feito Ricardo, deve achar bonito. Come-çou o governo com proposta de refor-ma administrativa, e, agora, três anos depois, pede à Câmara de Vereadores que aprove a criação de duas novas Se-cretárias e sabem para que? Para atender a gulosidade do PT santamarense. Para os aproveitadores e oportunistas, não importa o ético, sim, chegar lá, sem se preocupar com o passado transformando-o em entulho.
0O Partido dos Tra-balhadores - aqui - abriu as portas, es-cancarou-as, agora, admite aquele que primeiro: não reza na cartilha do enfren-tamento ideológico; segundo, que não tem estrutura para promover a discussão política visando o crescimento eco-nômico do país; terceiro, que não se disponha a dar algo de sua vida para a manutenção da soberania nacional; quarto, para o que não tem lisura no procedimento com a coisa pública; quinto, para aquele que não compreende que o país atravessa uma fase de conturbação ética e queira pela luta po-lítica buscar as soluções, mesmo as sofridas; sexto, para quem não percebe que o trabalhador é a peça fundamental no governo, porque através dele é que se obtém os grandes ganhos para o país. Vale o voto. Tem voto, está dentro, mes-mo que fira ou agrida a consciência po-lítica dos seus fundadores, que compulsoriamente se entregam ao projeto do poder pelo poder e para sustentá-lo se vêm obrigados a passar vexames peran-te os que ainda nutrem a certeza de que os aspectos éticos e morais vão prevalecer, apesar daqueles que lutam vorazmente para que a falta de compostura se imponha perante a tudo e a todos. A essência da política é o poder, é a domi-nação, e por mais que perdure, os ele-mentares princípios da moralidade vão se chocando com aqueles que insistem em lutar por soluções morais para a conquista e preservação do poder.
O PT, a nível nacional, até chegar ao poder, era o mais ardente defensor das CPIs; privatizar era palavrão; comportamento ético era uma exigência; com-promisso com a soberania nacional era prioritário; lisura com o dinheiro público, uma regra, e tudo quanto significasse interesse da nação era o mais ardente patrono e exigia dos seus militantes e filiados, seriedade, com a exigência de só aceitar novos adeptos com registro nos assentamentos cartori-ais, depois de uma análise do comportamento do pretendente. Para que o casa-mento viesse a se tornar realidade, era uma via crucies infernal, até o sim.
Os tempos mudaram e com ele o PT. Para não ficar na contra mão da história, o partido local, segue à risca o receituário nacional e não se envergonha de des-dizer e o que pensa sobre o gestor muni-cipal Ricardo Machado. É mais fácil acreditar que as coisas vão melhorar para os petistas, do que pensar que sem ele não conquistariam o poder. Quando se tem um adversário fraco intelectualmente, desprovido de preparação polí-tica, simpático diante do eleitorado, porque não alinhar-se a ele para tirar proveito? O PT quando assumiu o co-mando político do país, encontrou uma estrutura administrativa pequena em relação a atual. Deixado por FHC 24 Ministérios. Nos oito anos subsequentes foram criados, por Lula, 13 Minis-térios, passando o número para 37, in-clusive com Dilma. Isso, o nosso pre-feito Ricardo, deve achar bonito. Come-çou o governo com proposta de refor-ma administrativa, e, agora, três anos depois, pede à Câmara de Vereadores que aprove a criação de duas novas Se-cretárias e sabem para que? Para atender a gulosidade do PT santamarense. Para os aproveitadores e oportunistas, não importa o ético, sim, chegar lá, sem se preocupar com o passado transformando-o em entulho.
A cidade sem identidade
O processo de deterioração acontece de forma lenta e sutil.
0
Uma criatura perambula pelas ruas da cidade, num sobe e desce frenético. A cada subida, excita-se, e a cada descida, o seu estado de agitação é de dar dó. È observado: de onde veio e o que faz esse pobre coitado? Como se alimenta e quem faz essa caridade? Aonde e como dorme, e será que dorme? Ou fica como um zumbi? Num paralelo com a política, quem de fato está subindo e quem está descendo? Se ampliarmos o leque de opções para traçar paralelos, quem sobe e quem desce no campo da educação? E para finalizar, - nesse artigo - quem está preservando a cultura dessa terra, ou está a destroçá-la? Grandes indagações!
É peito de fora, é bunda descoberta, é encenação erótica, é droga,...
O passado desse município não condiz com o momento atual, histórico e degradante, nos seus extremos. Tem responsáveis? Sim! A começar pelo seu povo que prefere, na atualidade, conviver com o imprestável, a ter que colocar a mente em permanente estado de alerta para entender o que dizem os livros, a música, o teatro, as atividades esportivas, a ciência, a tecnologia, a informática, os jornais, as revistas, - mesmo os gibis - ou se doar a uma atividade religiosa que represente um estuário, a família, base de sustentação equilibrada dos homens. Daí, a degradação, e a inevitável perda da identidade.
0
O povo e a praça estavam livres
para dormir.
0
O processo de deterioração acontece de forma lenta e sutil. Um exemplo: a Festa da Purificação, grandiosa no seu passado quando se fazia da celebração religiosa o seu ponto máximo, com a população engalanada, meninos e meninas desfilando pela praça, poucos veículos conduzidos por jovens da sociedade, rodando entre a Prefeitura e a Igreja Matriz para impressionar belas morenas, bem arrumadas, que davam o toque da beleza ao evento, sem falar na participação dos pais, que conduziam os seus filhos para o entretenimento no Parque de Diversões, para adquirirem balões inflados a oxigênio, que embelezavam as noites festivas do 2 de Fevereiro. Era um sobe e desce por toda a cidade, para a sua Praça Maior, a da Purificação, para louvar a Virgem Mãe Puríssima, durante nove ou mais dias, tudo em harmonia e completo entendimento entre as pessoas. Sempre no último Domingo de Janeiro, Santo Amaro se encontrava na Estação da Leste e na sua Praça, para cantar o Pé dentro, pé fora, por toda a cidade, sem a necessidade de pelotões da PM para garantir a paz, no trajeto da Lavagem do Adro da Matriz, ou para assegurar que o encerramento da Festa, com a tradicional Procissão de Nossa Senhora da Purificação, até a queima dos fogos de artifícios, transcorresse na mais absoluta ordem. A Festa tinha o seu final, com a queima dos quadros com fogos de artifícos: do Senhor Santo Amaro e o de N.S. da Purificação.
Ainda na praça, as Filarmônicas que faziam as Retretas em todas as noites das comemorações, desciam acompanhadas com seus simpatizantes, depois de terem dado os seus acordes finais. O povo e a praça estavam livres para dormir, era zero hora.
E agora? Só resta saudade!
É peito de fora, é bunda descoberta, é encenação erótica, é droga, é tourada, isso mesmo, tourada, sim, com bois, claro, com uma fedentina dos horrores, uma parafernália sonora para surdo ouvir. A parte profana da festa está tomando o espaço da religiosa, agredida pelos trios elétricos, com as suas dançarinas se exibindo semi-nuas, em frente ao Templo Sagrado de Nossa da Purificação. A bela imagem da Senhora da Purificação, no seu traslado do Con-vento dos Humildes para a sua Matriz interrompido pela passagem de Blocos e Trios, além das músicas apresentadas para o público serem de péssima quali-dade, e duplo sentido, - há também os que se apresentam com atributos - e ain-da bem que não nos recordamos das mulheres terem sido agredidas - ainda - com a música: CACHORRRA. Santo Amaro perdeu a sua identidade, perdeu a sua representatividade política e cultural; está perdendo o seu valor his-tórico e também religioso. Vem aí o próximo 2 de Fevereiro. Uma batalha há que ser travada entre a Igreja Católica, que apregoa a moralidade, e o Poder Municipal, que não gerencia a cidade; como tal, a desordem e a bagunça imperam. O Monsenhor Walter terá pela frente uma grande encruzilhada: ou resgata na sua plenitude a Festa religiosa, ou com ela vai sucumbir.
Apostamos na fibra do Apóstolo de Deus, em nome da dignidade.
0
Uma criatura perambula pelas ruas da cidade, num sobe e desce frenético. A cada subida, excita-se, e a cada descida, o seu estado de agitação é de dar dó. È observado: de onde veio e o que faz esse pobre coitado? Como se alimenta e quem faz essa caridade? Aonde e como dorme, e será que dorme? Ou fica como um zumbi? Num paralelo com a política, quem de fato está subindo e quem está descendo? Se ampliarmos o leque de opções para traçar paralelos, quem sobe e quem desce no campo da educação? E para finalizar, - nesse artigo - quem está preservando a cultura dessa terra, ou está a destroçá-la? Grandes indagações!
É peito de fora, é bunda descoberta, é encenação erótica, é droga,...
O passado desse município não condiz com o momento atual, histórico e degradante, nos seus extremos. Tem responsáveis? Sim! A começar pelo seu povo que prefere, na atualidade, conviver com o imprestável, a ter que colocar a mente em permanente estado de alerta para entender o que dizem os livros, a música, o teatro, as atividades esportivas, a ciência, a tecnologia, a informática, os jornais, as revistas, - mesmo os gibis - ou se doar a uma atividade religiosa que represente um estuário, a família, base de sustentação equilibrada dos homens. Daí, a degradação, e a inevitável perda da identidade.
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O povo e a praça estavam livres
para dormir.
0
O processo de deterioração acontece de forma lenta e sutil. Um exemplo: a Festa da Purificação, grandiosa no seu passado quando se fazia da celebração religiosa o seu ponto máximo, com a população engalanada, meninos e meninas desfilando pela praça, poucos veículos conduzidos por jovens da sociedade, rodando entre a Prefeitura e a Igreja Matriz para impressionar belas morenas, bem arrumadas, que davam o toque da beleza ao evento, sem falar na participação dos pais, que conduziam os seus filhos para o entretenimento no Parque de Diversões, para adquirirem balões inflados a oxigênio, que embelezavam as noites festivas do 2 de Fevereiro. Era um sobe e desce por toda a cidade, para a sua Praça Maior, a da Purificação, para louvar a Virgem Mãe Puríssima, durante nove ou mais dias, tudo em harmonia e completo entendimento entre as pessoas. Sempre no último Domingo de Janeiro, Santo Amaro se encontrava na Estação da Leste e na sua Praça, para cantar o Pé dentro, pé fora, por toda a cidade, sem a necessidade de pelotões da PM para garantir a paz, no trajeto da Lavagem do Adro da Matriz, ou para assegurar que o encerramento da Festa, com a tradicional Procissão de Nossa Senhora da Purificação, até a queima dos fogos de artifícios, transcorresse na mais absoluta ordem. A Festa tinha o seu final, com a queima dos quadros com fogos de artifícos: do Senhor Santo Amaro e o de N.S. da Purificação.
Ainda na praça, as Filarmônicas que faziam as Retretas em todas as noites das comemorações, desciam acompanhadas com seus simpatizantes, depois de terem dado os seus acordes finais. O povo e a praça estavam livres para dormir, era zero hora.
E agora? Só resta saudade!
É peito de fora, é bunda descoberta, é encenação erótica, é droga, é tourada, isso mesmo, tourada, sim, com bois, claro, com uma fedentina dos horrores, uma parafernália sonora para surdo ouvir. A parte profana da festa está tomando o espaço da religiosa, agredida pelos trios elétricos, com as suas dançarinas se exibindo semi-nuas, em frente ao Templo Sagrado de Nossa da Purificação. A bela imagem da Senhora da Purificação, no seu traslado do Con-vento dos Humildes para a sua Matriz interrompido pela passagem de Blocos e Trios, além das músicas apresentadas para o público serem de péssima quali-dade, e duplo sentido, - há também os que se apresentam com atributos - e ain-da bem que não nos recordamos das mulheres terem sido agredidas - ainda - com a música: CACHORRRA. Santo Amaro perdeu a sua identidade, perdeu a sua representatividade política e cultural; está perdendo o seu valor his-tórico e também religioso. Vem aí o próximo 2 de Fevereiro. Uma batalha há que ser travada entre a Igreja Católica, que apregoa a moralidade, e o Poder Municipal, que não gerencia a cidade; como tal, a desordem e a bagunça imperam. O Monsenhor Walter terá pela frente uma grande encruzilhada: ou resgata na sua plenitude a Festa religiosa, ou com ela vai sucumbir.
Apostamos na fibra do Apóstolo de Deus, em nome da dignidade.
O mundo árabe se levanta, e se arruma
LÍBIA
‘’A missão do Conselho Nacional de Transição, constituído como governo transitório, é a de construir instituições políticas que possam expressar as aspirações democráticas da insurreição iniciada em 15 de fevereiro.A população do país é composta por grande maioria sunita e pequena minoria ibadita. inexistem na Líbia organizações civis, como partidos políticos, sindicatos, frentes sociais e outras do gênero. Tarefa difícil’’.
EGITO
‘’Depois de 18 dias de manifestações populares, o presidente egípcio Hosni Mubarak renunciou ao cargo no dia 11 de fevereiro de 2011, encerrando três déca-das de ditadura. O feito, considerado histórico, foi comemorado em todo o mundo. Depois de 18 dias de mani-estações populares, o presidente egípcio Hosni Mubarak renunciou ao cargo no dia 11 de fevereiro de 2011, encerrando três décadas de ditadura’’.
TUNÍSIA
‘’Há décadas em luta contra a ditadura de Ben Ali, o povo tunisiano se organizou e rea-lizou uma insurreição popular contra o governo fascista da Tunísia. Antes, porém, o povo e, sobretudo, os jovens, tiveram que enfrentar as balas assassinas das forças de repressão.O ditador Ben Ali, apoiado pelas potências imperialistas, em particular EUA e França, resolveu enfrentar o povo fechando universida-des e escolas’’.
SÍRIA
‘’O conflito na Síria teve início com a prisão de adolescentes, que picharam muros contra a di-tadura no país. como inspiração outros movimentos populares semelhantes que ocorreram no início deste ano em outros países vizinhos, como Tunísia e Egito. Foram registradas diversas atitudes violen-tas e centenas de manifestantes fica-ram feridos em confronto entre as forças de segurança e a população. A ditadura de Assad está no fim’’
‘’A missão do Conselho Nacional de Transição, constituído como governo transitório, é a de construir instituições políticas que possam expressar as aspirações democráticas da insurreição iniciada em 15 de fevereiro.A população do país é composta por grande maioria sunita e pequena minoria ibadita. inexistem na Líbia organizações civis, como partidos políticos, sindicatos, frentes sociais e outras do gênero. Tarefa difícil’’.
EGITO
‘’Depois de 18 dias de manifestações populares, o presidente egípcio Hosni Mubarak renunciou ao cargo no dia 11 de fevereiro de 2011, encerrando três déca-das de ditadura. O feito, considerado histórico, foi comemorado em todo o mundo. Depois de 18 dias de mani-estações populares, o presidente egípcio Hosni Mubarak renunciou ao cargo no dia 11 de fevereiro de 2011, encerrando três décadas de ditadura’’.
TUNÍSIA
‘’Há décadas em luta contra a ditadura de Ben Ali, o povo tunisiano se organizou e rea-lizou uma insurreição popular contra o governo fascista da Tunísia. Antes, porém, o povo e, sobretudo, os jovens, tiveram que enfrentar as balas assassinas das forças de repressão.O ditador Ben Ali, apoiado pelas potências imperialistas, em particular EUA e França, resolveu enfrentar o povo fechando universida-des e escolas’’.
SÍRIA
‘’O conflito na Síria teve início com a prisão de adolescentes, que picharam muros contra a di-tadura no país. como inspiração outros movimentos populares semelhantes que ocorreram no início deste ano em outros países vizinhos, como Tunísia e Egito. Foram registradas diversas atitudes violen-tas e centenas de manifestantes fica-ram feridos em confronto entre as forças de segurança e a população. A ditadura de Assad está no fim’’
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