terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Paulo Reis - Um, até breve!

Por alguns exemplares de “O Trombone”, busquei contribuir, penso, com os processos que norteiam nossos dia a dia. Em cada estágio trouxe a luz da discussão temas por “todos” conhecidos, porém, dando a cada um deles uma roupagem “particular”. Foi assim, por exemplo, com o PDDU — Plano Diretor Urbano de Santo Amaro, um instrumento, no meu ponto de vista, capaz de por certo limite frente a ganância e a ignorância tão comuns a todos. Não por acaso as colocações provocativas do jornalista Gilberto Dimenstein que diz: “As cidade brasileiras são vítimas do analfabetismo urbano, o que acaba agravando — e muito — a crônica incompetência e a corrupção, tão comuns entre os dirigentes municipais. Esse analfabetismo consiste na desinformação dos indivíduos sobre como as cidades funcionam e, mais ainda, quais as possíveis soluções para os seus problemas. Habitantes mais conscientes significam comunidades mais organizadas e atentas, capazes de pressionar e fiscalizar o poder público”. O Plano Diretor de certa forma exerce este papel educativo e político social, evidente que não é fácil mudar uma “cultura” da noite para o dia, ainda mais quando a forma de pensar está limitada ás “unidades’. Um outro agravante é o nosso distanciamento - forçado - do processo político por uma onda de relatos, quase que diariamente, envolvendo os “escolhidos”, para eles Jean Jacques Rousseau fez a seguinte observação: “não se deve descuidar dos representantes, cuja tendência é a de agirem em nome de si mesmos e não em nome daqueles que representam[...] seria conveniente que fossem trocados com uma certa freqüência”. Já o jurista e professor Fábio Comparato em entrevista a revista Desafios do Desenvolvimento, publicada pelo IPEA — Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, ano 08. n° 67, coloca: “Eu me dei conta que o povo é o grande ausente da historia política nacional. O povo é tratado pelos políticos, como raras exceções, como uma massa ignorante. que só se preocupa com futebol. Para eles, é preciso afastar o povo da vida política”.
O Plano Diretor de Santo Amaro é como uma letra morta, servindo apenas de fachada, este, inserido no nosso combalido “Centro Histórico”, prestes a ser dilapidado em atenção ao gosto um tanto quanto “demodê’ dos seus ilustres “curadores”. No que tange a acessibilidade, outro bicho papão e, objeto de estudo dentro da dinâmica urbana, basta andar algumas quadras para sentir na pele e toda estrutura óssea o estado de abandono das nossas calçadas, que, diga-se de passagem, compete a sua manutenção única e exclusivamente ao proprietário, podendo o município, quando há boa vontade e decisão política, assumir o seu papel de agente fiscalizador, regulador e interventor, melhorando desta forma o livre ir e vir dos pedestres, conforme preceitua a nossa “Carta Magna”. Pertinente o relato diante de um novo cenário criado com o “asfalto”, que por certo exigirá, por tabela, uma recauchutagem nos passeios ao longo do grande “cortejo”.
Uma outra questão que merece registro pois é parte do chamado planejamento urbano, diz respeito a ocupação das áreas de preservação ambiental, tão comuns em nossa cidade, com um agravante, o fato de gerar direito adquirido ao ocupante, desencadeando ônus futuro para os cofres públicos. Poderia ir um pouco mais no quesito PDDU, no entanto, deixo para os amantes da boa terra a provocação e, quem sabe, mais adiante o “desfrute” dos seus “contos”.
Para finalizar, não poderia deixar de abordar uma nota publicada há seis meses, intitulada CORREDOR DA MORTE, quando na oportunidade fiz um breve relato acerca da saúde pública em nossa cidade, apontando as suas deficiências e visíveis limitações, tendo como referencial o Hospital Nossa Senhora da Natividade, sob a “égide” da Fundação José Silveira. Naquela casa de saúde deu entrada no da 18 de junho de 2011, uma senhora, vítima de um AVC — Acidente Vascular Cerebral e que acabou vindo a óbito após 13 dias de internação e uma via crucis no afã de conseguir a sua transferência para um centro melhor aparelhado. Não tenho como mensurar se de lá pra cá houve algum avanço no sentido de equipar os nossos “ambulatórios ampliados”. Ouvem-se muitas reclamações e desgostos, penso que essas medidas por si só não são suficiente para restabelecer o “elo perdido”. é preciso ir além do “censo comum”, está na hora dos atores diretos: Ministério Público, Defensoria Pública, Governos: do Estado, Federal e Municipal, bem como. a sociedade civil organizada e “desorganizada”, sentarem na “mesa” e discutirem abertamente qual a real situação da saúde neste vasto “Pau Brasil”.
Fazendo jus ao título encerro esse texto agradecendo a todos os leitores que me deram a honra das suas discordâncias e concordâncias ao longo desses quase um ano no Trombone, e, como os temas por mim abordados — reconheço — são como verbas carimbadas, aguardarei o desenrolar de uma nova partida para voltar a me pronunciar. Por enquanto um, até  breve!

N.R. - Olhe, Paulo. O seu brilhantismo e a sua inteligência, não podem e nem devem ficar restritos à você ou à poucos. Confiamos que esse até breve, seja de fato, brevíssimo.

SINDICELPA

 S I N D I C E L P A
O dia 2 de fevereiro, é para os santamarenses um dia de festas e de glórias.
As ruas da cidade exalam alegria e
acolhem os que aqui chegam para reverenciar a sua Padroeira, a Excelsa,
 a Virgem da Purificação.
Os trabalhadores santamarenses,
humildemente, elevam suas preces à
Virgem Maria, para que, abençoe a todos.



 2012  COMEÇA EM RITMO ACELERADO

O SINDISER iniciou neste mês a grande mobilização para o enquadramento salarial dos funcionários administrativos
 e pela implantação do  Piso Nacional dos Professores.
‘‘Estou dando a minha palavra de homem que  a partir de janeiro/2012 estarei iniciando o enquadramento do administrativo e implementando o Piso Nacional do Magistério.’’ Ricardo Machado - Prefeito
Esta será, sem dúvidas, a maior conquista
dos funcionários administrativos.
Muitos anos de luta. A decisão está nas mãos do prefeito.
Os funcionários estão ansiosos por esse momento e reconhecem a luta e o esforço  do Sindiser que desenterrou a Lei do Plano de Cargos e Salários, aprovada em 2003.
Reativado em 2007, o Sindiser, logo, comprou essa briga.
Com perseverança, determinação e otimismo, fazemos o Sindiser.

Entretanto, caso a palavra empenhada não seja honrada, não nos restará outra atitude , senão, provocar uma decisão judicial, pois, dessa forma estaremos salvaguardando os direitos dos
servidores efetivos do município.
A luta não vai parar em todo o 2012, o ano de vitórias.

Mauro Rosa – Presidente. Jan/2012


 

A VERDADE SOBRE A UFRB EM SANTO AMARO - Itagildo Mesquita


Quando o professor Jorge Portugal ligou para a minha casa, propondo participar de uma comissão para trazer para Santo Amaro, um dos campus da futura Universidade Federal do Recôncavo, que estava sendo criada, nos idos de 2003, fui tomado de um grande entusiasmo, pois este foi sempre  um sonho da nossa gente santamarense, desde a publicação da celebre Ata de 14 de Junho de 1822. Daquele documento signado pelos vereadores da Câmara Municipal de Santo Amaro, todos eles bacharéis formados em Coimbra, Portugal. Pedia-se que fosse criada uma universidade para o Brasil. A visão daqueles homens era que, somente a educação, mas a educação de qualidade poderia fazer o Brasil crescer e transformar- se numa grande potência mundial. A ordem era, para que eu fosse até a cidade de Cruz das Almas e lá, no prédio da Escola de Agronomia, deveria procurar o “pessoal” que ali estava se reunindo para juntar-me ao grupo e lutar para que também o nosso município sediasse uma das unidades da futura academia. Surpreendi-me no início da reunião quando instado a se pronunciar o representante de Santo Amam, que eu pensava ser, a palavra foi concedida ao nosso conhecido aqui de Santo Amaro, Joaquim do PT ou Quincas, que se dizia representante de uma estranha pessoa jurídica, cognominada de “mandato do deputado Luiz Alberto”, fiquei sem entender o porquê de Santo Amaro estar ali representado por aquela estranha ‘entidade”. Mas logo o mal entendido foi esclarecido quando então apresentei as minhas credencias de membro da comissão estadual em prol da fundação da Universidade Federal do Recôncavo, e assumi o meu lugar junto aos outros representantes de cidades como: Amargosa, Santo Antonio de Jesus, Cruz das Almas, Valença, Cachoeira e ali então Santo Amaro.
Fui multo bem acolhido, inclusive pelo fato de o professor Portugal, ter colocado seu programa “Aprovado” na TV Bahia, à disposição da comissão, entrevistando vários de seus membros e tendo mesmo realizado esforços junto ao então senador Antonio Carlos Magalhães, que era presidente da Comissão de Justiça e Redação, para que o projeto da UFRB entrasse logo na pauta de votação no Senado Federal. A minha indicação, portanto estava apoiada, além de Jorge, pelo Reitor da UFBA Naomar Almeida e o então Prefeito de Santo Amaro Genebaldo Correia.
Era, e ainda é, o campus da UFRB o sonho da nossa gente. Um ente universitário, de boa qualidade, serviria para garantir o futuro aos nossos jovens, que deixavam o ensino médio em direção à vida universitária. De pronto, o Reitor Naomar Almeida da UFBA, tutor da nova instituição, nos instruiu mobilizar a Cidade de Santo Amaro e região em apoio ao projeto grandioso. O então Ministro do Trabalho e atual Governador da Bahia Jaques Wagner, marcou uma grande reunião em Cruz das Almas, que deveria contar, exigência dele, com todas as lideranças políticas do Recôncavo, independente da cor partidária. Para ele governo e oposição deveriam unir-se para que a Universidade do Recôncavo pudesse tornar-se uma realidade. E Santo Amaro deu um bom exemplo, com a participação em vários eventos de lideranças, como os ex prefeitos João Melo, Raimundo Pimenta, Manoelzinho, e mais os vereadores da época e do passado, todos sob o comando do saudoso ex Vice Prefeito Sebastião Dias, que chefiava as várias comitivas formadas por delegação do prefeito à época Genebaldo Correia. Assisti comovido o discurso do Prefeito de Saubara, Cezar Jambeiro, que disse na Câmara de Vereadores local, que Saubara apoiava a criação do campus de Santo Amaro por entender que o seu município tinha o seu destino ligado e dependente do progresso do nosso. Tudo isso no dia da reunião de mobilização aqui na nossa Câmara de Vereadores após memorável desfile onde as várias instituições da nossa terra estiveram presentes ensejando que a nossa atual senadora Lídice da Mata dissesse que Santo Amaro “era a cidade mais mobilizada do projeto UFRB”. Após o término da reunião da Câmara e almoço oferecido pela Prefeitura na AABB, fomos todos na parte da tarde, para Cachoeira, onde, deveria haver outra reunião semelhante àquela aqui realizada pela manhã. Que decepção! Tive a curiosidade de contar, no livro de presenças as assinaturas dos cachoeiranos, e somente 68 deles assinaram aquele livro parecia que o povo e as lideranças políticas de Cachoeira não queriam a UFRB em seu solo.
Em reuniões posteriores ficou combinado que Santo Amaro seria contemplado com o Campus de Artes e Humanidade. Entendiam os técnicos envolvidos no projeto, que pela natural vocação do Município, pelas artes e cultura. Essa área composta de cursos de Comunicação, História e Bacharelado em Dança e Música contemplaria muito bem a região, digamos assim “da grande Santo Amaro”. Saubara, Acupe, Terra Nova, São Francisco do Conde, Oliveira etc. Pleiteamos também uma Faculdade de Direito, porém fomos aconselhados a deixar esse projeto para uma segunda fase. Perdemos tempo com a escolha do local onde deveria funcionar o campus. Uns queriam a sede do 1NSS outros o Colégio Polivalente, outros advogavam a extinção do Colégio Teodoro Sampaio, trocando uma escola de segundo grau por outra de nível universitário quando acabou o mandato do prefeito Genebaldo, assumindo João Melo, que nomeou para dirigir a comissão de Santo Amaro, o seu Vice José Carlos Rocha Lima, ao tempo em que assinava na reitoria da UFBA o Protocolo de Intenção de Doação, da área da antiga Siderúrgica Santo Amaro para que ali fosse construído o campus da UFRB.
Participamos, ativamente também, da reunião do Conselho Universitário da UFBA que criou oficialmente, a Universidade Federal do Recôncavo, tendo sido, inclusive, proposto pela delegação de Santo Amaro e aprovado por aclamação, o nome de Paulo Gabriel Nassif para ocupar o honroso cargo de Primeiro Reitor da nova academia que ali se fundava. Dentre as várias personalidades ali presentes destacamos a pessoa de Dona Canô Velloso, nossa mais importante matriarca que estava ali para dar seu apoio ao evento.
Posteriormente, fomos surpreendidos, com o pedido do ex governador Waldir Pires e do ministro Gilberto Gil, para que primeiro fossem implantados os campus de Cachoeira e Amargosa, em detrimento da nossa Cidade, que tão entusiasmada lutava para a criação da Universidade. E isso foi feito. Para aquelas cidades foram transferidos os cursos de Artes e Humanidade. Jorge Portugal protestou junto aos Reitores Naomar e Gabriel que lhes prometeu que o próximo campus a ser implantado seria o nosso. Ficamos à espera desse momento. Porém, no início de 2011, fomos mais uma vez surpreendidos, com a noticia, de que, um pedido do deputado estadual José Neto, líder do PT na Assembléia Legislativa e representante de Feira de Santana; a bancada federal do PT, exigia que Feira de Santana fizesse parte da UFRB, com a implantação imediata de um campus naquela Cidade. Nada de mais, se Feira fizesse parte do Recôncavo. Não faz e não quer fazer. O feirense sempre se diz sertanejo, e denomina a sua Cidade “a Princesa do Sertão” nunca quis fazer parte da nossa região. Como então preterir uma cidade, que desde o início do projeto, lutou para ter o seu campus, sonho de várias gerações? E mais ainda: essa decisão teve o apoio incondicional de uma estranha comissão, sem nenhuma representatividade, comandada pelo Sr. João Militão, que em uma assembléia totalmente desmotivada deseja a todo custo, trazer um modesto Curso de Tecnologia de Espetáculos e Produção Cultural, ou seja, formará pessoas encarregadas das partes técnicas dos teatros e afins. O povo de Santo Amam, ironicamente, fazendo analogia com os assistentes de palco dos circos que aqui passavam, chama a escola que aqui vai se implantar com o nome de ‘Faculdade de Mata Cachorro”. Ora, vejam só, além de nos privar dos nossos cursos de valor, dão-nos uma escola de segunda linha, como prêmio de consolação. Onde estão os nossos artistas, intelectuais, políticos e educadores?, cadê você Jorge Portugal? onde está Maria Mutti, tão guerreira com as coisas de Santo Amaro? Cadê Caetano Veiloso, Emanoel Araujo, Maria Bethania, Edvard Moraes, Eduardo Tadeu, a nossa reitora da UFBA, a santamarense Dora Rosas Leal? Onde estão os nossos políticos? Prefeito Ricardo Machado, João Melo, Genebaldo Correia, o prefeito de Pedrão Alceu Barros?, porque ficar calados Geraldo Salles, Nelson Elias, Márcio Dórea, Lívia Milena e Márcio Valverde, Moacir Paranhos, Mabel Velloso, Jota Velloso, o próprio secretário Rodrigo Velloso, Raimundo Pimenta?, enfim tantos nomes importantes na nossa vida cultural, econômica, política e social. Todos seremos pais e mães na fecundação desse filho lindo.

A Vaca vai tossir e o boi vai falar

‘‘ O vereador  Eduardo (PTN) de Santo Amaro, afirmou, no programa Ligação Direta desta quinta-feira (10), em entrevista concedida ao  radialista Jutan Araújo, que   parte dos votos que elegeram o deputado federal Rui Costa, foram comprados pelo prefeito Ricardo Machado (PT). “Em Oliveira (dos Campinhos), eu tenho provas disso”, afirmou Eduardo.  O vereador também  denunciou que   a empresa Oliveira Santana,  ligada a um grupo de  empresários do PT da cidade de Simoes Filho,  sempre ganha as licitações na cidade de Santo Amaro. O prefeito Ricardo Machado (PT), gastou nove milhões e quinhentos mil reais para reformar quatro escolas da cidade. Esse dinheiro vai bancar a campanha do PT, afirmou o vereador’’
Nota da redação:
É difícil acreditar, mas, tudo é possível. Se o vereador sustentar a denúncia, as coisas podem ficar pretas para o Prefeito Ricardo Machado, para o Chefe da Casa Civil do governador Wagner (deputado Rui Costa e para o PT).
Diante da posição assumida pelo vereador Eduardo só resta ao PT, ao prefeito Ricardo e ao deputado Rui Costa, denunciar à Justiça, o vereador, por calunia, difamação e injúria. É o mínimo que se esperar de quem não tem nada a temer, embora o Eduardo diga que tem provas, em Oliveira, das suas denúncias. Esse procedimento do vereador, dizem, é uma resposta a um documento que circulou na cidade, denunciando-o de ter sido ‘‘dengado’’  pelo prefeito, quando da votação do Orçamento 2012.

Transforme seus erros em acertos

   Um dia você acorda e descobre que aos sessenta anos de idade pode começar a viver o que nos seus vinte não viveu, que amor não acontece só uma vez. Um dia você acorda e percebe que não adianta bater em ponta de faca, que a fé pode até não remover montanhas, mas pode te ajudar a cartoná-las.
Um dia você acorda e percebe que além do que você tem, pode ainda conquistar mais ; esse mais chama-se paz, equilíbrio e alegria.
Você descobre que é falível e deixa de cobrar a si mesmo uma perfeição que não existe, entende que só erra quem é humano e saber-se humano é saber lidar com os fracassos e não se afogar em mágoas sufocando os possíveis sucessos.
Um dia você descobre que passou a vida trabalhando, preocupado em juntar dinheiro e acabou mesmo foi sendo escravo do trabalho, tendo como patrão o dinheiro que você nunca usou para ser feliz, porque o medo da pobreza fez você viver como pobre e você nem percebeu.
Um dia você acorda, olha-se no espelho e nota pela primeira vez o quanto envelheceu, mesmo tendo ainda vinte poucos anos, percebe pela primeira vez que se envelhece também espiritualmente, mas que ainda é possível viver intensamente sua juventude. Um dia você acorda e percebe o quanto de coisas boas deixou escorrer por entre os teus dedos, mas nota também que sempre é possível construir coisas novas e o novo, como cantou Belchior, sempre vem.
Um dia você acorda e deixa de ter ideias fixas, deixa de opinar sobre todas as coisas, percebe que não saber tudo é o natural da nossa vivência e que assumir a ignorância é o primeiro passo para aprender.
Um dia você acorda e larga mão de insistir em um amor que só você sente por uma pessoa que lhe olha e não lhe enxerga. Você percebe que, o que mais tem neste mundo é gente: e mesmo ninguém sendo de ninguém, há sempre alguém para amarmos e a solidão às vezes é uma ótima conselheira.
Minha mãe sempre diz: quem quer a gente ama, quem não quer a gente deixa. Vivemos muito pouco para sempre andarmos sem sairmos do lugar, como se estivéssemos em uma esteira rolante da mediocridade, ande! Em algum lugar você representa luz.
A primeira paz a ser conquistada é a do lar, a natureza nunca vai ter fim, o meio ambiente artificial criado por nós sim, a natureza se reinventa lentamente pelo tempo e nos seus planos talvez um dia esteja a nossa extinção como gênero humano. Como pessoas ela nos trata como bonecos, tolos coroados pela ilusão que diante a grandeza do universo temos alguma importância.
Olhe bem como tratamos a natureza, você acha que ela sempre vai ser tolerante conosco? Então faça a sua parte, respeite os seres não humanos como você respeita os seres sangue do seu sangue, carne da sua carne. Não é só uma questão de bondade e respeito, é uma questão de sobrevivência.
Um dia você acorda e percebe que amigos não são os que sempre riram das nossas bobagens, que muitas vezes seus amigos eram amigos tão somente do que você tinha ou representava e que chegou o momento de encontrar pessoas sinceras que olharão nos seus olhos com carinho e ternura não importando o que você tem ou o que você representa.
Não force amizade com pessoa alguma, não finja ter uma intimidade que não tem, mas seja sempre gentil e solícito, não discuta com os que têm opinião formada sobre tudo, sobre os que são convictos das suas santidades.
Um dia você acorda e nota que o mal tem um lado bom, o mal nos revela as coisas como elas são, não só as coisas, mas as pessoas também. O mal retira a máscara das pessoas impolutas, poço das virtudes e nos mostra o quanto são elas cruéis e mesquinhas, então entenda o mal como um grande aliado do bem.
Se você tem filhos ande por aí com eles, vá à praça, tenha momentos de descobertas mútuas, entenda quem é a criatura que lhe chama de pai ou mãe, sair com os filhos é um momento único. Não troco um momento com minha filha por nenhum outro momento com pessoa alguma.
Um dia gostaria de acordar, andar pelas ruas de Santo Amaro e encontrar uma cidade não agressiva, em que as autoridades sejam do bom, tenham a sua volta pessoas do bem para fazer o bem e não pessoas que dormem e acordam pensando como destruir vidas, assegurando a perpetuação da desumanidade como meta entre as relações e o estado permanente de angústia como instrumento de poder e ódio.
Um dia você acorda e percebe que a cura da sua doença incurável, o acidente que você escapou, os caminhos que lhe levaram para longe de pessoas ruins, que tudo isso foi a natureza lhe oferecendo uma nova e talvez única chance de ser gente e ser feliz... Porque poucas pessoas são solidárias na dor e tenha certeza quando ela chega quase sempre estamos ou ficamos sozinho.
Contatos: http://edineysantana.zip.net ou ediney-santana@bol.com.br

O Flagrante Contraste

Parabéns, parabéns, parabéns. Estamos entrando na nova cidade de Santo Amaro. Estamos asfaltando sobre paralelos, para ficar mais garantido o serviço. Nesta praça do Rosário estamos mostrando a nossa incompetência no gerenciamento do trânsito. Na outra ponta, os caminhões e ônibus fazem várias manobras para contornar o canteiro, onde o meio fio está quase no mesmo nível da pista. Juízo, minha gente! Coragem!

Taí! Há menos de 500 metros estão asfaltando sobre paralelos, e aqui, estamos a ver navios, com ruas descalçadas, esburacadas e sujas. Esta foto é da entrada do Conjunto Habitacional da Nova Santo Amaro, concebido para abrigar a classe média santamarense e ser também o polo para a expansão do município. Mas, o que temos assistido é isso aí! Abandono, deterioração , e ...
 Do Sinimbu, o asfalto recomeça (agora) na Praça 14 de junho, que lhe apresenta como Cartão Postal, a antiga e desprezada edificação do antigo Ginásio Santamarense, mais recentemente Uirapuru. Parece-me chamado de Irapuru pela população. Também, aos fundos, está localizado o belo prédio da antiga Leste Brasileira,  há algum tempo em processo de desgaste. Pode virar o Irapuru II.
Talvez, afastada da Praça 14 de junho, apenas 600 metros, no máximo. Vejam o estado em que se encontra a rua  A. Podem insistir e dizer que essa foto foi tirada em 1914, mas não foi não. Ela é do dia 19/01/12. Curioso foi a observação de um morador local: Vocês vão exibir o que? A nossa vergonha? Santo Amaro, pode parecer bela de vermelho e branco. Vermelho, só um cartão, para o Prefeito.
Próximo à Praça da Purificação, esse trecho da Ferreira Bandeira, que dizem vai receber a partir desse ano o cortejo dos Trios Elétricos, abriga também órgãos da ad-ministração municipal. A Rua Kennedy, um dos acessos ao Ginásio Teodoro Sampaio, permanentemente vive cheia de capim por falta de zelo do poder público. Tem ocasiões, que mais parece uma roça descuidada.


Infelizmente, a cidade serve de pasto para animais de todas as raças e naturezas. Na Praça da Purificação ninguém encontra cavalo solto comendo capim e ou lixo, como acontece, comumente nesse Conjunto Habitacional. A paisagem da rua B é desoladora e constrangedora. O asfalto da cidade recebe pintura e sinalização. Por essas bandas a prefeitura deve limitar a presença de bois, cachorros e cavalos.


A rua do Imperador está de fácil e rápido acesso até a chegada da sinaleira que discipli-na o trânsito, nas imediações da Cesta do Posto. Como os agentes de trânsito perderam importância nesse trecho e pela incompetência da Coordedoria de Trânsito da cidade, já acontece engarrafamentos (claro pequenos) nunca comparáveis aos da Marginal do Tietê, pela demora exagerada do sinal vermelho, que parece um deficiente paralítico.
Se todas as ruas desse Conjunto estivessem como a rua C estariam todos no paraíso. Mas,  não pensem que essa rua é uma beleza, não é não. É entre todas a melhor, dá para viver razoavelmente se a comparação se der com a rua do Sinimbu, asfaltada e limpa todos os dias, duas, três vezes. Moram maravilhosamente se comparada com uma das ruas da Baixa da Égua, ou com a do Corre Nu.
A Igreja do Rosário acaba de ganhar um presente público. Parte da área pública, localizada ao seu lado direito, de forma velada foi incorporada à esse patrimônio da Igreja Católica, com a construção de um canteiro no mesmo nível do passeio perten-cente a Igreja. Por que tal privilégio? As demais entidades religiosas merecerão o mesmo tratamento? O terreno ao lado da Universal, será incorporado ao  seu Templo?
A primeira foto da coluna à esquerda indica o acesso principal ao Conjunto da Nova Santo Amaro e vocês percebem o descaso. Pior, é a foto acima, de acesso também ao Conjunto, pela Invasão da Nova Santo Amaro. É uma tristeza, ver o estado de abandono em que está a periferia da cidade. A lixarada no canto inferior direito, é bem próxima a uma escola municipal. Lixo é cultura?


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Editorial - Mais um aniversário.

Num piscar de olhos vemos  quanto o tempo já consumiu
das nossas mentes, dos nossos desejos, anseios, e quantas
vezes nos vimos frustrados por expectativas nunca reali-
zadas. Estamos envelhecendo com a certeza de que ainda
temos pela frente um longo período para estarmos ante-
nados com os que se propõem tirar o  município da situa-
ção de desgaste político e moral. Para alivio, não apenas
esse pedaço de chão baiano passa por  tal vexame: é o Bra-
sil, como um todo, mas  isso não pode ser consolo para
quem almeja ser referência na Federação: já fomos! Não
é triste vivermos do passado, sempre com fantasmas às
voltas? Sadismo? Masoquismo, ou os dois juntos: Sado-
masoquismo? Se nós nos acostumamos a conviver com a
falta de alimentos nas casas de muitos dos nossos  irmãos;
se sentimos alegria em ver o nosso vizinho sofrendo,  igualmente à nós; ou se  somos
tudo isso, que esperanças residirão para confrontar-se na busca da conquista do
respeito  social, onde cada um esteja  incluso e não excluso na  ‘‘sociedade’’?
11 anos, hoje, 2 de fevereiro de 2012, de interação com os santamarenses: infor-
mando e  levando  modestas avaliações sobre tudo de significativo que acontecido
no município, com ênfase para os assuntos políticos, que norteiam os povos, de
qualquer filosofia social, provocando a discussão a menos significativa possível,
mas   salutar para o avanço da compreensão do momento histórico , ou político.
Querer desconhecer a presença, a todo instante, da política em nossas vidas, é o
mesmo que achar que o homem não  foi a Lua, e que não  somos,  todos, mortais.
Nesses 11 anos fomos criticados, elogiados, por nossa conduta e pelo que de bom
demos à Santo Amaro. O que nos gratifica é o respeito de   toda a sociedade pelo
comportamento assumido  por todos que colaboram com esse periódico, difundin-
do a verdade.
Nesses 11 anos,  O Trombone manteve uma  linha editorial definida, clara, em defe-
sa dos interesses do município, não importando o administrador de plantão, e não
agiu como censor dos seus articulistas   lhes pedindo   carteira de compromisso ou
de alinhamento ideológico. Todos foram e são livres, para externar suas opiniões.
Graças, as convergências sobrepujaram as divergências, e aí reside o sucesso desse
periódico.
Nesses 11 anos, a cada um deles vencido, as preocupações aumentavam pelo enten-
dimento das dificuldades para a sobrevivência, mas a determinação pela sua conti-
nuidade não permitiu que se transformasse num jornal de ocasião, revitalizando  
as   convicções da sustentação da proposta,   assegurando que as suas páginas não
ficassem  sem  letras, nem  tinta, especialmente  sem  ideias.
Assim, ano após ano, fomos sobrevivendo, e você caro leitor, foi a peça principal
dessa engrenagem, pois, sem os seus comentários críticos e elogiosos a esse traba-
lho,  talvez  tivéssemos  igual destino  de muitos  co-irmãos:  trabalho encerrado.
Editorial -  Mais um aniversário.