terça-feira, 15 de janeiro de 2013

50 CILINDRADAS E OUTROS TEMAS CONEXOS

Do mesmo modo que no artigo anterior busquei a proteção das crianças e dos adolescentes, com relação ao uso de drogas, mais uma vez assim o faço, porém enfocando no uso ilegal e irresponsável das chamadas cinquentinhas (as motos de 50 cilindradas - 50cc).

De imediato, vamos começar quebrando três mitos sobre essas motos de 50cc:

A) é sim obrigatório o uso de capacete;

B) apenas podem conduzi-las maiores de 18 anos;

C) e, exige-se uma autorização especial para a sua condução. Vamos tratar uma por uma.

A) O primeiro e, na minha opinião, o mais importante esclarecimento deste artigo, é o art. 1º, da Resolução n.º 203/2006, CONTRAN: “É obrigatório, para circular na vias públicas, o uso de capacete pelo condutor e passageiro de motocicleta, motoneta, ciclomotor, triciclo motorizado e quadriciclo motorizado”.

Ou seja, tem que usar o capacete nas motos de 50cc, pois é um item de segurança, que, apesar de parecer incômodo, é indispensável à vida de quem utiliza este meio de transporte.

Lembrem a existência de outros itens de segurança, como botas, luvas, jaquetas, calças, dentre outros.

B) Para a expedição da Autorização para Conduzir Ciclomotores (ACC), o cidadão deve ser penalmente imputável, i.e., ter idade mínima de 18 anos, a exemplo do que ocorre em relação à habilitação para conduzir veículo automotor.

Não podem, portanto, crianças e adolescentes conduzir os ciclomotores de 50cc.

Por se tratar de conduta ilegal e indevida, podem ser aplicadam ao menor medidas protetivas, especialmente no caso de reiteração, a teor do disposto no art. 98, III c/c art.101 caput da Lei nº 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente).

De qualquer modo, fica aberta a possibilidade de responsabilização dos pais do adolescente que conduz irregularmente o ciclomotor, que poderão ser devidamente representados pela prática da infração administrativa prevista no art. 249, do ECA, vez que em tal caso estarão permitindo que seu filho pratique conduta contrária à legislação.

C) Agora, tratando sobre a autorização para conduzir ciclomotores, para conduzi-los é necessário possuir a ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotor). Para obtê-la, exige-se procedimento e custo semelhantes ao da CNH (Carteira Nacional de Habilitação), além de ser maior de 18 anos.

Com efeito, o Código de Trânsito Brasileiro, em seu anexo I, conceituou o ciclomotor como sendo: "veículo de duas ou três rodas, provido de um motor de combustão interna, cuja cilindrada não exceda a cinquenta centímetros cúbicos e cuja velocidade máxima de fabricação não exceda a cinquenta quilômetros por hora".

Isto é, se tiver 50cc e a velocidade máxima for superior a 50 Km/h não é ciclomotor, mas sim uma motoneta ou motocicleta. Deste modo, para estas motos com cilindrada superior a 49 (motos com motor de 50cm³ ou maior), é exigido que o condutor possua a CNH de categoria “A”, ou seja, aquela que habilite o condutor a pilotar qualquer moto.

Existem, ainda, as bicicletas elétricas e afins são chamadas de ciclo-elétricos, que seguem as mesmas normas dos ciclomotores. Qualquer veículo elétrico de duas ou três rodas, que não ultrapasse 50Km/h, é considerado um ciclo-elétrico.

Sobre a condução destes veículos, conforme o art. 57 do CTB, os ciclomotores e ciclo-elétricos devem ser conduzidos na faixa mais à direita da pista de rolamento ou na borda da pista, quando não houver acostamento. Além disso, de acordo com art. 244 do CTB, eles não podem circular em rodovias que não tenham acostamento.

Feitas estas considerações, finalizo com um discurso um tanto quanto demagógico, mas, na verdade, muito preocupante: vamos zelar pelas nossas crianças. Pai, no lugar do ciclomotor, dê de presente uma bicicleta; se ele insistir avise que é ilegal. Exija, no mínimo, o uso do capacete; e fiscalize o seu filho, fiscalize...

Ediney Santana - As coisas e as pessoas

Duas personalidades religiosas neste país têm minha mais sincera admiração, a primeira é Dom Helder Câmara, antigo arcebispo de Olinda e Recife, Dom Helder morreu em 1999 depois de uma vida dedicada a sua crença religiosa, aos pobres e a democracia. Dom Helder ao levantar a voz contra a babaria da ditadura militar foi perseguido e humilhado, mesmo com todo sofrimento que suas posições políticas faziam desabar sobre ele nunca perdeu a fé no seu Deus e na própria igreja que muitas vezes não aceitava seu posicionamento político em defesa de um país justo e democrático. Dom Helder ganhou um total de 32 títulos doutor honoris causa em diversas universidades espalhadas pelo mundo. Foi reconhecido pelo seu profundo amor as causas que abraçou, ao amor pelo povo sofredor desse país e por sua voz forte contra as mazelas que sempre fizeram do Brasil um péssimo exemplo para o mundo.

Quando morreu morava em uma casinha simples, quase nada tinha além de alguns livros, sua batina e alguns objetos pessoais, o pequenino homem de voz poderosa viveu com o mínimo de conforto, sua paixão não eram as coisas e sim as pessoas.

A outra personalidade que tenho igual respeito é Chico Xavier, em vida Chico não teve outra bandeira a não ser levar conforto espiritual para qualquer pessoa que tivesse o coração ilhado pelo sofrimento. Era franzino e tímido, sua voz calma sempre trazia algo de conforto e paz, passou a vida toda dizendo o quanto o mundo seria melhor se amassemos mais as pessoas que as coisas. Quando morreu Chico Xavier já havia escritos cerca de trezentos livros, vendidos milhares e milhares de exemplares, mas nunca usou do dinheiro ganho com a venda dos livros para o seu bem pessoal, o dinheiro da venda dos livros foi para muitas das obras assistências que criou, Chico Xavier amava mais as pessoas que as coisas.

Falei desses dois homens de crenças distintas porque em algum lugar eles se encontram, se encontram no respeito e amor a vida, se encontram no amor as pessoas e não as coisas. Todos grandes homens e mulheres da humanidade eram amantes de pessoas e não de coisas. De nada vale uma casa bem feita, confortável se dentro dela seus moradores são infelizes, tristes e vivem cada um dentro da sua trincheira, armados e prontos para guerra. A vida não está nas coisas, esta nos bons corações que todos os dias batem não só para si, mas para a harmonia de todos que o cercam.

No entanto, o amor as coisas, ao poder do dinheiro, ambição e o crime como passaporte para uma vida de ostentação são quase sempre regras desse nosso tempo, se a humanidade chegou até aqui foi porque muitas pessoas deram suas vidas para enfrentar os monstros de egoísmos e vaidades.

Nada temos de nosso, somos seres de ilusão, nossos copos não são nossos, nossa juventude não é nossa, nossa velhice não é nossa, nada temos, somos a ilusão que breve o vento vai soprar como sopra qualquer grão de poeira. O tolo coração de hoje será despertado pela dor do amanhã que ao bater em sua porta vai dizer-lhe: você é gente, se esqueceu vai lembrar agora não pela alegria, mas por mim.

Se hoje esse teu dia for amargo, de desemprego, se hoje você foi traído ou abandonado não se desespere, porque nem a dor é em verdade nossa, em momentos de fragilidade ficamos mais sensíveis em acreditar na mentira, não se apegue ao passado, não espere por um sorriso salvador, anda, mesmo com todo peso não desista, é melhor caminhar sozinho que acompanhado pela falsidade, a falsidade que na hora da tua dor, fome ou queda riu e alargou sua solidão.

Somos pessoas e não coisas, ninguém nasceu para solidão ou para ver a vida ir lentamente pelo ralo da desesperança. Um dia no Pastel Music estava com Marcel Fiúza (uma das grandes revelações da nova geração de músicos da cidade, além de carismático, gentil e bom coração) se dirigindo ao nosso amigo Diego de Souza disse: “é preciso sempre buscar nossa utopia”. Estava certo o Marcel. Buscar sempre nossa utopia, a utopia é nosso lugar melhor, nossa condição de vida que nos faz feliz, buscar dentro e fora de nós a utopia é não parar quando todas condições nos dizem para fazermos isso.

Vamos cada um ao seu tempo buscar novos caminhos, essa vida melhor, esse amor que é sincero, as coisas que são realmente importantes e não o supérfluo que em nada melhora nossa condição de pessoas, desejo para mim e para você esse encontro maravilhoso entre o ser amado e nossa razão de ser gente e ser feliz.

Contatos: http://cartasmentirosas.blogspot.com

Editorial - Mudar e Preciso

Enquanto não tivermos capacidade e poder de decisão para aplicar medidas radicais de combate à corrupção, com firmeza, vamos nos contentando com decalques de consentimento, para inglês ver, enquanto a erva prolifera para exaurir os cofres públicos. Se assim quisermos!

Se ficarmos de braços cruzados, assistindo a banda tocar, novelas e mais novelas, programas policiais pela manhã, tarde , noite e madrugada, não vamos perceber que gestores públicos se apoderam dos recursos disponíveis (parcos) na mais nefasta ação de improbidade administrativa.

Alheios ao dever de fiscalizar, como cidadãos, a aplicação das regras que norteiam o procedimento de licitação de obras e serviços, seguimos aceitando que esses serviços sejam praticados com preços superfaturados.

Se olhos não ficarem atentos ao cumprimento das normas e regras que regem a aplicação dos recursos financeiros, estabelecidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal, a escuridão vai dominar, e os artifícios para driblar tal Lei, se desenvolvem com criatividade para burla-la, para aumentar o caixa do gestor público.

Se nos fixarmos para o fato da Lei Orçamentária, aprovada pelas Câmaras Municipais, Estaduais e Federal, ter que ser seguida religiosamente pelo gestor municipal, podendo sofrer alteração no transcurso do ano fiscal, com a prévia autorização legislativa, e nos omitirmos no seu acompanhamento, os ratos passearão e toda sorte de irregularidade será praticada.

A roubalheira aos cofres públicos conta com um aditivo vez benevolente, vez rigoroso, só que em ambos os casos, sem valor quase algum. Se a motivação é técnica, pode, em tese, ajudar o gestor, mão-rápída, a se livrar das acusações. O roubo é premiado pela Câmara de Vereadores, ao rejeitar o parecer do TCM, que condena gestor, portanto, laureado pela façanha de roubar. Se a motivação é política, aí a coisa pode pegar. A Câmara de Vereadores se reúne e aprova o Parecer do TCM, tornando (agora) o gestor inelegível por 8 anos. Afinal, para que serve o Tribunal de Contas dos Municípios. Para nada! Serve sim para dar emprego a uma porção de gente, para não fazer nada, de concreto, em benefício da sociedade. Essa precisa se organizar para defenestrar esses Tribunais criados pela ditadura para coagir adversários com a ameaça da rejeição das suas contas e prisão; para isso foram paridos: dar sustentação ao famigerado golpe de 31 de março de 64. Precisamos, sim, de um grande Tribunal, com pessoas de condutas ilibadas,(Ficha Limpa) com alto conhecimento técnico do mister, nomeados pelo Estado e aprovados em Concurso Público, para não criarem dependências. Os Tribunais atuais, sofrem pressão política, e muitos Relatores modificam Pareceres para atender à amigos e companheiros, como o verificado com as contas da Prefeitura de Santo Amaro, ano de 2010, gestor Ricardo Machado.

A sociedade não pode ficar ao sabor de anseios e desejos inconfessáveis, precisa sim, de uma coisa séria, respeitada por todos e que tenha poderes, eliminando-se as Câmaras de Vereadores, que não examinam nada, e ‘‘motivados’’ pelos réus, votam, não com conhecimento técnico, mas, com o conhecimento do valor dos panetones. Está dado o primeiro passo. Acabemos com os Tribunais de Contas dos Municípios e criemos um organismo sério. Estamos em 2012, e as Contas da Prefeitura de Santo Amaro, ainda não foram votadas. Piada! Piada, mesmo

Capa - Edição 122

Betinho d´Saubara

FELIZ ANIVERSÁRIO: “O TROMBONE”


Noite histórica: 03/02/2012, Praça do Rosário, 13 – Santo Amaro – Bahia, quando das comemorações alusivas à passagem natalícia dos onze anos de circulação deste meio de comunicação, houve encontros e reencontros de familiares, amigos, colunistas e leitores ligados ao Jornal “O Trombone”, porém com bastante ênfase a presença de lideranças políticas (liberais e radicais) – que se dizem “preocupadas com a real situação do município pintado de vermelho, a fim de camuflar as mazelas”. Durante a ocasião festiva, houve uma importante reunião com diferentes ideologias políticas para repensar os destinos da caótica cidade de Santo Amaro, devendo-se esquecer as divergências político-partidárias. Os inúmeros convidados usando das palavras parabenizaram o jornal, expressando contentamento pela existência da imprensa, que é um “órgão de opinião pública” nas terras do massapê, e levaram ao conhecimento dos presentes os seus posicionamentos políticos, conforme fragmentos, a saber: “O Jornal “O Trombone” - merece os parabéns e o reconhecimento dos santo-amarenses, porque Aloísio Lago não vem sendo omisso aos problemas de Santo Amaro (Genebaldo Correia). “A cidade que não tem jornal é uma cidade de analfabetos” (Itagildo Mesquita). “Aloísio Lago - Santo Amaro agradece pela presença do Trombone. Não haverá sucessão em 2012, sem a queda de quem está no poder. Devemos usar a sabedoria, a humildade e forças divinas para vencer” (Justino Oliveira / Vice-Prefeito). “É hora de apararmos as arestas. Precisamos estar juntos (liberais e radicais)” (Raimundo “Saborosa” / Vereador). “A unidade deve existir em favor de Santo Amaro” (Flaviano). “A união deve ser feita” (Cassinho). “As pessoas devem descer do pedestal, e se aglutinarem para esta luta, para defender Santo Amaro – que precisa costurar (fazer a união das oposições)” (Jerônimo Júnior “Jerú”). “A união deve ser feita com oposição, capacitação por um Santo Amaro melhor” (Zopa). “Deve haver união. A decisão deve ser tomada com muita prudência, com muita sabedoria. Tudo deve ser pensado, na escolha da dobradinha. Deve-se baixar a vaidade, e pensar em Santo Amaro” (Binho / Vereador). “A união é difícil pelo que pensamos. A união deve ser feita para discutir os destinos de Santo Amaro, para escolher os nomes dos próximos governantes. Construir uma unidade de grupo, pensando nos Poderes Executivo e Legislativo. Mas, sobretudo no Legislativo porque democracia não se resume aos processos eleitorais, uma Câmara independente pode dar um basta a imoralidade, a qualquer momentos dos quatro anos de mandato. A união tem que ser em torno também das quinze cadeiras da Câmara. A maior autoridade aqui presente é o Vice-Prefeito Justino. Se a Câmara atual fosse digna do seu nome, não estaríamos discutindo a substituição do atual prefeito através das próximas eleições, pois a Lei já teria sido cumprida”  (Ulisses Amorim /cientista político). “Nós amamos Santo Amaro, e queremos o melhor. Não devemos deixar Santo Amaro no atraso da educação, da saúde”  (Jorge do INSS). “Cada santoamarense antes de pensar em si, precisa pensar no outro. E pensar no outro é conhecer, é amar a sua terra e a sua gente. Hoje é necessário mudar o foco da política: sair do plano material para o plano das virtudes” (José Carlos /Vereador). “Vamos nos unir e ganhar a eleição” (Genebaldo Correa). A festividade natalícia foi animada por Queiroz (teclados), Paizinho (sax) e Marotinho (voz), contando com as nobres presenças de Walmir Figueredo, Jorge do INSS, Ataíde, Claúdia,  Sidney, Giliard (radialista), Nauemberg e Lifeson Padilha (músicos da Banda Náusea) , Gervásio “Bilú, Luizinho “O gordinho”, Luciano Buisine (“Jornal –A Formiga / Saubara), Lilinho etc que saborearam delicioso caruru regado a cervejas geladas.

Edney Santana

AS FLORES PISADAS NO JARDIM


Era só mais um dia de trabalho, ela vendia seus doces, pobre como a maioria do povo, todos seus sonhos eram curtos: levar o pão para casa, o arroz e o feijão. Longe daquela praça, em um palácio homens “importantes” discutiam sobre poder e política, eram homens doentes, porque não sabiam sorrir, para mim todo ser incapaz de sorrir é um doente, doente perigoso porque também é incapaz de sentir a dor do próximo.

Uma pobre e indefesa criança de apenas sete meses de vida caiu ao chão, sua mãe uma vendedora de doces de apenas vinte anos de idade foi cravejada de balas por homens que disparam a esmo contra pessoas que estavam na Praça da Piedade em Salvador. Joseline Santos de Jesus Carvalho, morta quando amamentava seu filhinho, enquanto isso os homens poderosos e que não sabem sorri batem em uma mesa no palácio de Ondina, temem que a greve da PM atrapalhe o carnaval e afugente os turistas.

Quase duzentas pessoas foram mortas só em Salvador durante a greve da PM o mês passado, e a pior morte de todas: a incapacidade do povo de reagir diante ao desastre político de um governo que não entende a língua de quem sofre, a aceitação da dor e da humilhação como coisas normais.

O discurso do governo era tão somente com a preocupação em realizar um carnaval “seguro” para os turistas. A maioria dos artistas da música baiana se calaram diante ao horror da matança nas ruas da capital, alguns demonstram preocupação apenas com seus shows cancelados e também com o carnaval.

Boa parte desses artistas da chamada música baiana são patrocinado pelos governos e entre a dor do povo e suas contas bancárias preferiram sorri para seus extratos e calaram-se, não usaram do poder que têm para denunciar ao país o que acontecia na Bahia, foram cúmplices das desgraças que tanta dor causou ao povo invariavelmente pobre e negro.

O brasileiro pobre de modo geral só sente o quanto pouco ou nada vale para o governo e parte da sociedade quando a conta das suas misérias não podem ser pagas pelo bolsa família ou por um salário mínimo criminosamente mantido abaixo do que seria necessário para se comprar um cesta básica digna. Quando é espancado pela polícia no meio da rua, quando procura um hospital público e é tratado como um boi em um matadouro clandestino, quando vai prestar vestibular e descobre que é incapaz de ler um simples texto, quando é humilhado nas repartições públicas por algum servidor público que deveria ser o primeiro a zelar pela cidadania.

O inexpressivo ministro da justiça, porta voz da presidente Dilma, disse em Salvador que reservaria vagas em presídios federais para os PMs grevistas que cometeram atos de violência, realmente o que desejaria ouvir do porta voz da presidente é que os seis ministros demitidos por força da pressão da mídia não governamental também seriam levados para presídios e devolveriam nosso dinheiro roubado por suas taras criminosas de boa vida as nossas custas.

Eu tenho medo do meu país, sinto-me como aqueles escravos trazidos da áfrica, vivo sonhando com minha terra, um lugar no qual possa envelhecer, ser respeitado e cuidado em minha velhice, um lugar no qual a juventude não seja criminosamente ceifada sobre os olhares frios do governo, um lugar em que a polícia não seja usada como capitã do mato, que seja respeitada e nunca temida. Desejo um país diferente, não esse que quando a polícia comete excesso contra o povo não é punida e sim aplaudida pelo próprio governo, o mesmo governo que quis prender sua polícia violenta quando ela ameaçou o carnaval. Fazer uma greve e reivindicar melhores salários não pode, arrancar um olho de uma mulher pobre e negra com um cassetete pode.Como aconteceu com Almerinda Neves, 34 anos, no dia 22 de janeiro no Pelourinho em Salvador que teve o olho arrancado após ser agredida por um policial.

Se a morte da senhora que tombou com o filho nos braços fosse na Europa ou Estados Unidos eles mergulhariam em uma grave convulsão social e certamente o governador do estado seria obrigado a deixar o cargo, mas aqui é Brasil, a população tem a tola ideia de que aquela cena triste é só “ um fato isolado” que nunca vai se repetir, não há ao menos um sentimento interno de tristeza na maioria da população. Cadê o movimento negro? A UNE? Os movimentos estudantis? As centrais sindicais? Todos os movimentos sociais? Em que secretária ou ministério será que covardemente se escondem? Cadê os bravos deputados “ardorosos” defensores dos direitos humanos? Por que esse silêncio todo? Nenhum cargo ou posição dentro de um governo pode e deve ser maior que a vida de pessoa alguma, se há silêncio há cumplicidade com a dor e a barbaria. Na hora da sua dor todos esses deputados sindicalistas e falastrões que se dizem nossos representantes estavam em casa preparando o abadá para a maior festa “popular do planeta” financiada com o sangue dos nossos conterrâneos.

Contatos: http://cartasmentirosas.blogspot.com ou ediney-santana@bol.com.br

Sidney


Por: Sidney

Quando pensamos que caminhamos corretamente, eis que, verificamos estar andando como caranguejos: pra trás, ou como diria o velho Odorico Paraguaçu, pra trasmente. Não se pode conceber pilherias com coisas sérias, como é o caso do exercício de um mandato de vereador, que como repre-sentante do povo, deve ser exercido com responsabilidade, seriedade, abnegação e dedicação total, à quem, senão à ele?. Não vamos ficar com hipocrisia e dizer que as coisas mal feitas acontecem em Santo Amaro, não, acontecem em todos os lugares desse imenso Brasil, corrupto por excelência, desde Cabral. Os ingredi-entes da corrupção, se sofisticam e enchem os olhos dos ávidos por dinheiro fácil, para os que buscam as benesses do poder, encantadoras para o crescimento das suas contas bancá-rias, sem nenhum esforço, e para pseudo crescimento na sociedade, com aumento de status social e falsa respei- tabilide da população. Aí é que o trem pega: o malandro se esmera na malandragem, enche as burras com o dinheiro alheio e para o povo, dá uma banana, pouco se lixando que a vaca vá pro brejo e que a criancinha fique sem leite, sem escola e sem assistência médica. Infelizmente tudo não passa de uma grande e podre utilização do cérebro pra o crime: exaurir ao má-ximo os cofres públicos.



O GRANDE BAIANO

Ex-vereador pelo distrito do Acupe, famoso por protagonizar denúncias contra os gestores santamarenses, foi um que teve o privilégio, de na porta do Banco Bradesco, ouvir o desabafo do vereador Eduardo Freitas: ficam por aí dizendo que eu recebi 20 mil para votar projetos do prefeito. Não recebí não. Agora, se o prefeito Ricardo me der uma boa importância, que resolva os meus problemas e a minha vida, algo em torno de 100 mil, eu voto para aprovar as suas contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios. Não é brincadeira não, pura verdade.



SABOROSA

Chegou depois ao local do crime, mas, ouviu o relato do ex-vereador Baiano, convencendo-se da sua realidade.



WALMIR FIGUEREDO

Teve confusão, fofoca política, o mano, está presente. Foi testemunha do grande desabafo do vereador Eduardo Freitas e se disse perplexo além de descrente no que ouviu do colega de Câmara, mas, disse: nem todos suportam as grandes adversidades da vida. Tenho passado por momentos difíceis, e os verdadeiros amigos têm me socorrido nas horas pretas. O importante é resistir as tentações e manter a dignidade. Tenho convicção que o colega vereador, embora não devesse, disse que sucumbiria por uns 100 mil reais.

Para mim, foi uma péssima brincadei-ra do colega. Vamos esperar para ver se eu tenho ou não razão, de dizer o que digo aqui e agora. O grande epílogo está por vir.



APERTO AO CERCO

A corrupção não tenham dúvidas, é uma erva daninha dos diabos. No setor público serve para engordar gestores nos mais variados e diversificados setores da administração pública financeira, e é uma exigência que a prestação de contas das atividades, esteja de acôrdo com um orçamento aprovado pela Câmara de Vereadores. Quando isso não ocorre o gestor se vale do mais descarado mecanismo de ajuste, a corrupção, para ver suas con-tas aprovadas pelo legislativo, especialmente agora com a implantação da Ficha Limpa, que tira de circulação o gestor corrupto na aplicação dos recursos públicos, quer por improbidade administrativa, quer por falta de lici-tação para obras e serviços, quer por superfaturamento, e o mais grave: meteu no bolso o dinheiro do povo. Nessa luta vale tudo.



O POVO NAS RUAS
É a solução para os muitos problemas criados por Vereadores, Prefeitos, Deputados, Senadores, Presidente da República, de empresas estatais de economia mista, enfim de todos que integram a administração pública, quer municipal, quer estadual e federal, e que sem nenhum pudor metem as mãos no dinheiro do sofrido povo bra-sileiro , satisfazem seus apetites , deixando o povo na rua da amaRgura.



COMBATE CORRUPÇÃO



Como é que se administra um paciente com febre intermitente? Com medica-çao diária e horária, sem descuidar, verificando sempre a sua temperatura. É dessa mesma forma que pudemos combater a corrupção, com vigilância diária e diuturna, para domar esse terrível dragão. A luta é de todos, espe-cialmente dos comprometidos com a moralidade pública.